Mora em mim um amor simples! Um amor que não tem grandes qualidades artísticas e que não se materializa em palcos, em músicas e em canções.
Em comparação, meu amor não é um luau de fim de noite na praia badalada, ele é mais próximo de um final de tarde no sertão, com o sol se deitando de forma calma e coloração amarela, regado pelo som de pássaros e um silêncio de vozes humanas.
Eu não consigo te escrever canções belas e rebuscadas. O meu amor vai se delinear nas linhas de um texto como esse, configurando a minha tentativa quase eterna de ser escritor.
Também não farei pinturas suas, mas terei prazer em te fotografar em momentos simples e mais prazer ainda de ficar te olhando em cenas cotidianas e lembrando o quanto eu te amo sem qualquer explicação.
O meu amor é comum, cotidiano, vestido dos afazeres diários e cheio de rotinas que serão quebradas com uma viagem, em que eu farei questão de planejar cada detalhe enquanto você só dirá que é tranquilo. Nas visitas depois das 9 da noite para muitas vezes cochilar abraçados depois de um dia super estressante.
Não tenho um amor encantador, mas em contrapartida tenho um amor acolhedor, que pergunta, quer te ajudar, se propõe a fazer, embora muitas vezes você diga que não precisa. Um amor que planeja, sonha com a casa e a família, constrói planos e reza muito para que eles se materializem.
Meu amor é arte sertaneja, do gibão e do chapéu que, mais do que belos, são funcionais, nos entregam e nos complementam para uma vida que, na maioria das vezes, não é fácil, mas que enxerga muita beleza na caminhada.
Essa é a arte do meu amor e eu espero de coração que você veja beleza nela a ponto de se encantar e também achar bela!
Que assim seja!